Mais de uma vez eu me vi em dias de chuva andando pela rua Ataulfo de Paiva, pela Visconde de Pirajá e por outras ruas de comércio da Zona Sul, tentando caminhar sob as marquises, para não me molhar muito, e tendo de contornar ou atravessar correndo os trechos onde a marquise não existe.
Praticamente todos estes trechos “sem marquise” têm o espaço sob a marquise ocupado por “puxadinhos” de restaurantes, ou por grades de ferro dos poucos edifícios exclusivamente residenciais desta ruas.
Aí passei a imaginar por qual razão os prédios comerciais, quase sem exceção, têm marquises. Alguns muito novos não têm. Já os mais antigos as têm de forma bem padronizada: mesma largura e pontos de luz e buzinotes de águas pluviais sempre iguais (quando ainda não modificados por obra de reforma).
Não me parece razoável que todos os construtores de antigamente incluíssem a marquise nos seus projetos por pura cidadania e pena dos pedestres, ou por praxe, ou por imitação, ou mesmo para tornar as vitrines das lojas abrigadas de sol e chuva, embora esta última seja até uma razão plausível. Mas aquela uniformidade de antigamente indica que algo mais foi responsável pelas marquises.
Procurei no Google por decretos ou leis referentes a marquises. Até achei um que especifica como as marquises devem ser projetadas, mas nenhum que especifique que elas tenham de ser feitas. Será que há?
Indo além, reparo que muitos prédios residenciais têm um balanço da construção, de cerca de um metro, sobre a calçada. Não fui procurar, mas tenho certeza que isso fez, ou ainda faz, parte das regras de ocupação de terreno. Parece-me óbvio que quem inventou essa licença de se construir em balanço sobre a calçada pensou principalmente na comodidade que o refúgio assim criado traz ao pedestre. Que outra razão haveria ?
No entanto, a quase totalidade destes prédios residenciais possui hoje uma jardineira sob a marquise, acabando com o refúgio do pedestre.
Acho que seria boa hora de a Prefeitura resgatar estes refúgios para os pedestres.
E para o poder público não ser drástico a ponto de mandar demolir “puxadinhos” e grades existentes e anteriormente aprovados, a Prefeitura poderia dar como opção a estes (que se aproveitam do espaço de calçada) a construção de passarelas cobertas, padronizadas, semelhantes às que a própria Prefeitura fez na remodelação de alguns bairros. Garanto que a população iria aplaudir.
Um comentário:
Então Ricardo, Fez só uma postagem e nada mais??
tenho varias idéias para um blog com esse nome.
poderiamos trocar idéias e voltar a ativa com esse bolg o que acha?
esse pode ser um excelente canal para conseguirmos o Rio que agente quer.
aparentemente temos idéias semelhantes.
Abraço Leonardo
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